Proposta de Encenação – A Ciranda do Villa

Baseado na linguagem épica e, tendo como elemento unificador o deslocamento narrativo da ação dramática, o espetáculo mostra sete atrizes que se desdobram para contar a trajetória de Tuhu.

O “desnudamento” proposto, ou seja, mostrar atrizes desempenhando múltiplas personagens adveio do desejo de se investigar questões relacionadas ao alargamento da percepção do espectador. Dessa forma, toda a concepção do espetáculo parte da intenção de gerar no espectador a necessidade de construir sentidos para as proposições lúdicas que se apresentam na construção da fábula a ser contada.

O espaço cênico tem na sua distribuição a configuração de arena. O público se disponibiliza em forma de ciranda com as atrizes/narradores sempre ao centro, resgatando assim, o primeiro formato das cirandas em que os músicos ficavam no meio enquanto as pessoas, de mãos dadas, cantavam e dançavam ao redor. Queremos, a partir dessa configuração espacial, aprofundar a questão da percepção, isto é, deixar o espectador cada vez mais próximo da cena e, consequentemente, mostrar as particularidades da metalinguagem.

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