Concepções Música|Cenários|Figurinos – A Ciranda do Villa

A montagem de “A Ciranda do Villa” utiliza como cenário apenas um estandarte e uma trança de tecido que delimita o espaço cênico, uma vez que a fábula propõe o deslocamento para vários espaços e tempos.

A qualidade imagética do espetáculo é composta, essencialmente, pelo detalhamento minucioso dos figurinos e adereços. Neles, estarão transpostos elementos semânticos que provocam a localização e a situação das ações: malas que representam as viagens de Villa-Lobos ao longo de sua vida; árvores representadas por guarda-chuvas; uma metrópole decodificada por meio de faixas de curativos, etc.

No caso específico dos figurinos dos sete narradores, suas formas e cores sugerem o próprio Villa-Lobos em trajes de regente, mas com influências das culturas regionais populares brasileiras em sua confecção: fuxico, renda, chita, retalhos, macramés, etc. Cada fraque leva a predominância de uma determinada cor ou nota musical.

No campo musical, ao iniciarmos nossa pesquisa biográfica sobre Villa-Lobos, percebemos seu espírito libertário e sua vanguarda pessoal e artística. Um homem cuja maior preocupação sempre foi o amor a sua terra. O foco consiste então no resgate ao cancioneiro, tendo como fio condutor a sua pesquisa musical.

Por meio de seu trabalho musical folclórico, brincamos com suas vocalizações a duas e mais vozes, utilizando, como o próprio maestro gostava de salientar, o primeiro instrumento do ser humano: a voz. A partir dessas características, delineamos os arranjos de modo a nos tornar populares, tanto na abordagem musical, quanto na maneira de nos comunicar.

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